Evento reunirá milhares de participantes de dezenas de países para debater estratégias contra o avanço da extrema direita e do imperialismo.
A programação da 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, que ocorrerá entre 26 e 29 de março em Porto Alegre, foi apresentada publicamente na quarta-feira (confira ao fim do texto). O evento, realizado na Sala Ipê do Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), contou com a presença da Reitora Márcia Barboza, anfitriã da Conferência, do historiador e cientista político belga Eric Toussaint, integrante do comitê internacional da conferência, Rodrigo Dilélio, Vereador Roberto Robaina, Raúl Carrion, Gabi Tolotti, Jairo Boelter e Juçara Dutra, representantes do comitê organizador local, lideranças de movimentos sociais.
Durante a abertura, o presidente do PT de Porto Alegre e integrante do comitê organizador local, Rodrigo Dilélio, destacou que o evento já conta com 3,5 mil pré-inscritos de mais de 30 países.
Em sua saudação aos presentes, a reitora da UFRGS, Márcia Barbosa, afirmou que a universidade decidiu por não apenas ceder o espaço, mas integrar a organização e participar enquanto co-autores e co-autoras da conferência, diante do contexto político internacional.
O economista e militante internacional Eric Toussaint destacou que o cenário global atual é muito diferente daquele que marcou o surgimento do Fórum Social Mundial no início dos anos 2000. Para Toussaint, há resistência em várias partes do mundo. Há resistência na Argentina com a Milei; nos Estados Unidos, há o movimento No Kings, de defesa dos direitos e dos migrantes em frente às deportações massivas organizadas por Trump através da ICE; em vários países europeus, resistências importantes, greves, importantes, solidariedade com a Palestina. Por isso, é necessário um espaço de articulação em nível internacional por onde se possa convocar ações.
Em sua fala, o vereador Roberto Robaina também alertou para a gravidade do cenário internacional. Lembrou a situação inédita de, em apenas três meses, já termos um presidente sequestrado e um presidente assassinado, ambos por atuação do governo Trump. Robaina ressaltou a importância da grande marcha prevista para o primeiro dia de Conferência, como um momento decisivo de mobilização.
Para o dirigente comunista Raul Carrion, a conferência ocorre em um momento de transformações profundas na geopolítica mundial. Segundo ele, o encontro busca articular duas frentes de luta centrais: Por um lado, contra o fascismo, que renasce nesse contexto, por outro, a luta conta o imperialismo que de forma muito agressiva ataca os povos.
Além dos dias e horários das mesas centrais, os integrantes do comitê organizador apresentaram a relação de painelistas, mediadores e comentaristas de cada uma delas. Acesse a programação completa aqui.